de cumbuca em cumbica
Aquela linda e imensa carpa branca abriu o zíper de sua barbatanga e mostrou-se terrivelmente dragônica... Como não tinha mais nada a fazer... correu atrás do primeiro palhacinho que encontrou.
Correu, nadou, nadou, correu: como em todas as perseguições submoníricas. Até que parou: parou,falou, falou, parou:
- Por que você está me perseguindo assim? - indagou o palhacinho.
- Ué, porque eu sou terrívelmente dragônica! Não está vendo? - labaredou a carpadraga.
- Sim, estou vendo! E o que significa isto? - reindagou o palhacinho, agora com o chapéu carbonizado.
- Que você deve ter medo! Medo! Medo! - relabaredou a carpadraga.
- Ah sim, é claro! Eu sabia que tinha esquecido alguma coisa antes de vir pra cá! Como posso conseguir um pouco de... medo? - rereindagou o palhacinho, agora com o chapéu carbonizado e o nariz derretendinho...
- No cursinho de clown que você fez... não lhe ensinaram a ser humano, ô Palhaço?! - rerelabaredou a carpadraga, retirando-se emputecida.
O palhacinho não sabia se assoprava as chamas de seu paletó xadrez, ou se se despedia da dragacarpa. Pensou:
- Eu quero me divertir muito, por aqui! Essa vida é mesmo uma grande celebração!
Virou-se com suas mochilas, seu cavaquinho, e pegou o primeiro avião para Bruxelas.
Desta vez, faria algo diferente: ir novamente atrás de sua mais mesma semprenova família... celebrar!!!
* o medo é uma invenção inumana que quase deu certo.
Escrito por NiLsOn MuNiZ às 18h50
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