garoa ácida
uma cerração nubla o ceu da cidade
paira sobre o jardim
a sombra ignorante dos edifícios
difíceis compreensões
de fósseis contemplações
a perifa chove à deriva
vermelhos estandartes entopem boeiros
crianças escondidas observam
o ressecar dos coqueiros
o agasalho esfrega o assoalho do novelho
no alto do morro um canino de ouro
de outro sorriso esguelho
o lobo espreita a presa
a imprensa espia o lodo
a fantasia rasgada do último carnaval
a ave camuflada ocupa a capital
e come e goza e vira ocupacapital
o povo estreita a mesa
a imensa estria o estorvo
e o que passara afinal?
nada de mais nada de mal
aqui nada mais natural
urubu chocar ninho
de arara real.
Escrito por NiLsOn MuNiZ às 10h35
[]
[envie esta mensagem]
|